Patinete muda cenário urbano e gera novas questões

Em um artigo publicado no jornal Zero Hora, o ortopedista Paulo Henrique Ruschel falou sobre os riscos para a saúde provocados pelo uso de patinetes elétricos. Ele alerta para o aumento nos casos de traumas provocados por quedas que aparecem tanto em clínica, em Porto Alegre, como no mundo todo. O texto mostra uma pesquisa realizada no sul da Califórnia onde, em um ano, foram registrados 249 acidentes que geraram lesões como fraturas no punho, no antebraço e no cotovelo. O médico também adverte para o risco de traumatismo craniano, que poderia ser reduzido com o uso de capacete.

O risco de lesões é apenas uma das muitas questões que envolvem o uso de patinetes elétricos, que transformaram a paisagem urbana da região central de Capital. Junto com ele surgem outros temas polêmicos. Em Porto Alegre, por exemplo, há tempo se discute qual é o lugar apropriado para se deixar as bicicletas e patinetes das empresas Yellow e Grin.

Além de estacionar, outro problema é quanto ao local correto para trafegar: ruas ou nas calçadas? Em São Paulo, acaba de ser sancionada uma lei regulamentando esse uso. Lá, os usuários serão obrigados a usar capacete, a velocidade máxima não poderá ultrapassar o 20 km/h e está proibida a circulação nas calçadas – ao contrário do que determina o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que prevê que os chamados “equipamentos de mobilidade individual autopropelidos” usem as áreas de circulação de pedestres. O debate, como podemos ver, recém começou.

Aliás, a patinete ou o patinete? Na semana passada, o Jornal Hoje fez uma reportagem sobre o assunto. No vídeo, a repórter de Belo Horizonte chama o veículo de “a patinete”. Ao final da matéria, o apresentador Dony De Nuccio decidiu explicar: patinete, no dicionário, é um substantivo feminino. Mas em diversas regiões do país, por hábito, a palavra é falada no masculino.


Você também precisa saber

Sistema Prisional – Após a Susepe ser intimada para remover presos de viaturas e delegacias do Estado, o governo do Estado anunciou que irá solicitar mais tempo para acomodar os detentos. “O Executivo tem que cumprir a liminar, mas esbarra nas decisões tomadas. Estamos pedindo que a Justiça nos ajude a encontrar uma solução permanente e sustentável para essa situação, hoje, inadministrável”, afirmou o secretário da Administração Penitenciária, Cesar Faccioli. Até o fim da tarde de ontem 76 presos aguardavam vagas no sistema penitenciário em delegacias e outros 21, em viaturas. 

Sistema S – Caso se confirme o corte no Sistema S, intenção já anunciada mais de uma vez pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, cerca de 90 mil vagas em cursos de capacitação gratuitas deverão ser extintas no Estado. São oportunidades para preparar trabalhadores para indústrias, lojas e tarefas do campo. Uma das atividades mais afetadas será os treinamentos do programa Jovem Aprendiz, do Senai, segundo o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. Apesar da intenção do ministro, a Pasta ainda não se pronunciou de maneira oficial sobre a redução no valor a ser repassado para as entidades. 

Serviço Público – O jornal Zero Hora fez um levantamento dos cargos de comissão na Prefeitura de Porto Alegre. Depois de dois anos de enxugamento da máquina pública, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) aumentou o número de nomeações: agora são 812 CCs na administração direta – número que supera os 8% de cortes prometido na campanha eleitoral. Mas o contingente ainda é menor que o do governo Fortunati e os gastos com estes cargos são 20% menores. O aumento nas contratações teria ocorrido para acomodar o aumento no número dos partidos que compõe sua base de apoio.

Menos empregos – A Pirelli anunciou que fechará sua fábrica em Gravataí, onde são produzidos pneus para motocicletas há mais de quatro décadas. A unidade será encerrada até 2021, quando toda a produção será transferida para Campinas, em São Paulo. A fábrica gaúcha emprega 900 funcionários. De acordo com a empresa italiana, as demissões serão negociadas com o sindicato dos trabalhadores.

Outros links:

  • Consolo para os trabalhadores de Gravataí: a Hiperpan está ampliando sua fábrica na cidade e está abrindo 150 vagas de emprego.
  • E ainda em Gravataí: o estádio do Cerâmica irá a leilão para pagamento de dívidas trabalhistas.
  • O número de homicídios em Porto Alegre caiu 44% nos quatro primeiros meses do ano.
  • A PGE apontou uma série de falhas no contrato para a revitalização do Cais Mauá e recomendou seu cancelamento.
  • Sete famílias já foram atingidas em São Borja pela cheia do Rio Uruguai.
  • A Assembleia Legislativa deve apreciar hoje as indicações do governo para a diretoria do Banrisul.
  • Imobiliária é investigada por intermediar locações e não repassar valores.
  • Estudantes e servidores do IFRS fizeram um abraço coletivo ao campus de Porto Alegre em protesto contra o corte de verbas na educação.
  • E uma suspeita de bomba provocou o bloqueio da avenida Alberto Bins, no Centro da Capital, ontem à noite.

Esportes

O torcedor gaúcho que acompanhou o sorteio da Libertadores por certo ficou apreensivo em algum momento, mas (ao menos por enquanto) não vai ter Gre-Nal na Libertadores. O Inter enfrentará o Nacional, do Uruguai, enquanto o Grêmio terá pela frente mais uma vez o Libertad, do Paraguai. Para ter o clássico, apenas se os dois avançarem até as semifinais do torneio. O chaveamento foi definido em sorteio na Conmebol. 

Saindo do campo para os tatames, a Confederação Brasileira de Judô convocou a equipe que representará o país no Mundial da modalidade, em agosto. Dos 18 convocados, oito atletas são da Sogipa, de Porto Alegre.


Agenda


Você viu?

O G1 lançou no último sábado um especial para acompanhar de perto a movimentação no Legislativo. Trata-se de duas páginas com ferramentas para fiscalizar votos de deputados federais e senadores. A lógica é simples: por meio de filtros, pode-se ver como se posicionaram os parlamentares em votações nominais. Em um clique, por exemplo, foi possível checar que 382 deputados votaram a favor da prorrogação de benefícios fiscais a igrejas e instituições beneficentes. Apenas seis foram contra – nenhum do Rio Grande do Sul. A plataforma está disponível aqui.