Roger Lerina: recomendações da semana

Débora Soares Karpowicz. Foto: Luis Ferreirah/Divulgação

LIVRO

Ciganos – História, Identidade e Cultura | Débora Soares Karpowicz

A pesquisadora Débora Soares Karpowicz escolheu o dia 24 de maio (domingo), data em que se comemora em todo o mundo, o dia de Santa Sara Kali, padroeira do povo cigano, para lançar o livro de estreia, Ciganos – História, Identidade e Cultura. A obra analisa em que medida a longa tradição cultural cigana e sua condição de povo nômade, ágrafo e excluído social e politicamente de várias formas, em diversos continentes e há séculos, se preserva na vida cotidiana de quatro grupos de ciganos estabelecidos em localidades diferentes do Rio Grande do Sul, a partir do início deste século.
O lançamento ocorrerá de forma virtual por meio de um live, que contará com a participação de Débora – que é doutora em história pela PUCRS – e será mediada pela jornalista e produtora cultural Silvia Abreu. O evento será transmitido nas redes sociais do projeto no Instagram e no Facebook.

Segundo Débora, desde o século 16 os ciganos são discriminados, perseguidos pela polícia e por grande parte da população: “Eles lutam para garantir sua identidade, por pertencimento, para manterem-se e para serem ciganos”.

CINEMA

Filme Sobre um Bom Fim | Boca Migotto

Foto: Epifania Filmes/Divulgação

Filme Sobre um Bom Fim, documentário de longa-metragem rodado por Boca Migotto a partir de entrevistas com pessoas que viveram os anos dourados do bairro porto-alegrense Bom Fim, pode ser conferido agora no YouTube. Região tradicional da Capital, reduto de um movimento cultural e comportamental no fim dos anos 1970 e início dos 1980 – que culminou no surgimento do rock gaúcho, além de experimentações na televisão e nas artes dramáticas –, o Bom Fim foi epicentro de uma transição que deu voz à juventude de então, com muita vontade de dizer a que veio.

Filme Sobre um Bom Fim se utiliza, sobretudo, da memória afetiva de quem andava pelo bairro: do pessoal que discutia política seriamente entre uma cerveja e outra; dos cineastas que por lá exibiram seus primeiros filmes; dos artistas de teatro que experimentavam linguagens sem receio da vanguarda; dos músicos hoje consagrados, que relembram os primeiros shows para plateias pequenas, porém entusiasmadas; e dos frequentadores que viam o bairro como ponto de encontro obrigatório.

PODCAST

Histórias de Viamão

Foto: Spotify/Divulgação

Olha só que bacana esta iniciativa: já está no ar o quarto episódio da série 200 Anos da Viagem de Saint-Hilaire ao Sul do Brasil e Uruguai, no canal de podcast Histórias de Viamão. Produzida por Vitor Ortiz – ex-secretário de cultura de Porto Alegre, São Leopoldo e Viamão –, a série conta com trilha sonora de Éverton Ferreira e Bebeto Alves.
Neste novo capítulo, o naturalista francês depara com um contexto de pobreza ao ser hospedado em uma palhoça de pesca às margens do rio Tramandaí, sofrendo com os frios das noites de minuano naquele distante junho de 1820. Saint-Hilaire tenta explicar a condição de mais uma leva de índios prisioneiros da Batalha de Taquarembó, que vê passar em direção a Torres.

Escute o podcast no Spotify, Cast Box ou Soundcloud.

Este texto faz parte da edição 14 da revista Parêntese, publicada em 29 de fevereiro de 2020.

A revista digital Parêntese é enviada todos os sábados aos assinantes premium do Matinal Jornalismo. 

Para receber a próxima edição, assine o Matinal. Assim você apoia o jornalismo de Porto Alegre e receba todos os nossos produtos.

Receba as newsletters do Matinal! De segunda a sexta, trazemos as principais notícias de Porto Alegre e RS. Na quinta, enviamos uma agenda cultural completa por Roger Lerina. No sábado sai a Parêntese, com reportagens, entrevistas e análises exclusivas.