Roger Lerina: recomendações da semana

Elizeth Cardoso. Foto: Reprodução

DISCO


Gravadora relança 16 álbuns de Elizeth Cardoso

A elegância conjugada a uma voz quente e sentimental sempre foi a marca de uma das maiores intérpretes da música brasileira de todos os tempos, Elizeth Cardoso (1920 – 1940), cujo centenário completou-se na última quinta-feira. A gravadora Universal Music, que atualmente detém a maior parte do acervo da “Divina”, disponibilizou em todas as plataformas de streaming 26 produtos da cantora e três playlists exclusivas.

São 17 álbuns de carreira, um coletivo, um EP com quatro faixas raras e sete compilações. A disponibilização dessa nova leva de gravações é uma ótima oportunidade para que velhos fãs se unam à nova geração para redescobrir aquela que foi, com Carmen Costa – e, por coincidência, também comemorando seu centenário neste mês de julho –, das primeiras grandes cantoras negras populares do país, projetadas pela Era do Rádio.

Elizeth teve ainda papel importante na transição da tradicional para a moderna canção brasileira, tendo participado de algumas gravações iniciais da bossa nova, com João Gilberto ao violão, e gravado tanto com conjuntos regionais, como o de Jacob do Bandolim, quanto com outros mais jazzísticos, tipo o de Moacyr Silva e o próprio Zimbo Trio, que tornou o som da bossa mais explosivo nos anos 1960.

FOTOGRAFIA



Luiz Carlos Felizardo, um Fotógrafo na Estrada | Gilberto Perin e Emerson Souza

Luiz Carlos Felizardo. Foto: AAMARGS/Divulgação

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) lançou nesta semana Luiz Carlos Felizardo, um Fotógrafo na Estrada, documentário em curta-metragem que aborda a trajetória e obra do artista porto-alegrense – célebre pela maestria das imagens em preto e branco, que marcam sua produção artística.

Com direção de Gilberto Perin e Emerson Souza, o filme é uma realização da Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (AAMARGS) e pode ser assistido em streaming no canal do Margs no YouTube. Paralelamente, ao longo de julho, conteúdos sobre o artista, sua obra e o filme serão postados nas redes sociais do museu, com o objetivo de ampliar e enriquecer a experiência proporcionada pelo filme.

MÚSICA


Festival Violas ao Sul

Mario Tressoldi. Foto: Marcela Tressoldi/Divulgação

A primeira edição do Festival Violas ao Sul vai reunir os principais violeiros do Rio Grande do Sul para ressaltar as possibilidades do instrumento e sua influência na formação cultural de partes variadas do Brasil e do mundo. As apresentações vão ganhar transmissão virtual e rolam de 29 a 31 de julho, com repertório eclético – passando por canções autorais e clássicas do cancioneiro gaúcho e brasileiro, além da música contemporânea.

Os idealizadores do encontro são os integrantes do grupo Violas ao Sul: Angelo Primon, Mário Tressoldi, Oly Jr. e Valdir Verona. De acordo com o quarteto, a relevância da viola também se aplica na ligação entre tradição e contemporaneidade e no elo entre o Interior e os grandes centros urbanos.

A programação é composta de 10 shows com duração de 30 minutos cada –exceto o encerramento, que tem duração em torno de 10 minutos. A transmissão ocorrerá pelo YouTube e Facebook de cada violeiro participante, além das redes sociais do grupo Violas ao Sul e da Fundação Ecarta, que é apoiadora do festival.

Este texto faz parte da edição 14 da revista Parêntese, publicada em 29 de fevereiro de 2020.

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